Não caiu nada bem junto dos cerca de 30 mil adeptos o gesto de Cristiano Ronaldo. O jogo corria mal à selecção e ao craque, a Albânia não desarmava, o público impacientava-se, o 0-0 eternizava-se. Faltavam menos de dez minutos para o final do encontro, os adeptos começaram a assobiar a equipa. E Cristiano Ronaldo perdeu a paciência: com um gesto firme, levou os lábios à boca e mandou calar os fãs. E ouviu mais assobios ainda, embora tenha recuado no confronto e pedido ajuda e apoio.

No rescaldo de mais um confronto com os adeptos portugueses - em Dezembro de 2005 mostrou o dedo médio aos espectadores do Benfica-Manchester (2-1), quando substituído e perante assobiadela contundente -, nem a Federação Portuguesa de Futebol, nem os representantes do atleta, quiseram dar antena ao caso que marcou a parte final do encontro de Braga.

"É uma das muitas formas de pedir apoio ao público", disse ao DN sport Carlos Godinho, director desportivo da selecção portuguesa. Ou seja, nem a FPF nem a Gestifute, empresa de Jorge Mendes que representa Cristiano Ronaldo, querem empolar este caso, que passou depois para segundo plano após um comprometedor empate sem golos frente à modesta Albânia.

Até porque após o apito final houve mais falatório no Municipal de Braga: nem Carlos Queiroz nem Ronaldo compareceram ao flash-interview, conforme solicitado pela TVI (transmitiu o jogo em directo). E se no caso do treinador houve uma mensagem da FPF (de que o seleccionador precisava de respirar - tanto que não compareceu), no do craque nada foi justificado.
Fonte: DN

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